Grupo Safran comenta escolha de seus produtos para o KC-390 da Embraer


Publicado em 29/10/2012 por  em Brasil, Força Aérea Brasileira, Militar

A aeronave KC-390 da Embraer está sendo desenvolvida com o apoio da Força Aérea Brasileira e deve realizar seu primeiro voo em 2014. (Foto: Embraer)
O Grupo Safran foi selecionado pela fabricante brasileira de aeronaves Embraer para fornecer o sistema de distribuição de energia elétrica e o sistema reserva de geração de energia para o novo avião de transporte militar KC-390. Isto representa um verdadeiro desafio para o especializado sistema de energia elétrica, que ampliou seu campo de atuação para os requisitos do programa. Isso representa mais um passo no sentido de uma aeronave “mais elétrica”.


Não é por acaso que a Hispano-Suiza (Safran) está trabalhando no KC-390. Dois fatores-chave foram importantes para desempenhar essa tarefa: em primeiro lugar, a Embraer estava interessada em trabalhar com novos fornecedores na área de geração e distribuição de energia elétrica e, por outro, a Hispano-Suiza respondeu a esta exigência, propondo uma solução inovadora, através da divisão de energia do grupo Safran. O contrato foi anunciado oficialmente em novembro de 2011, e inclui o fornecimento dos sistemas primários e secundários de distribuição elétrica, bem como a RAT (Ram Air Turbine), um sistema backup de geração de energia.
Aeronaves cada vez mais elétricas
O sistema primário de distribuição de energia elétrica (PEPDS) é o coração do sistema elétrico da aeronave. Ele engloba a energia gerada por todas as fontes de energia da aeronave e garante que esta energia esteja disponível para todos os sistemas da aeronave numa forma inteligente de gerenciamento da rede. O sistema secundário de distribuição de energia (SPDS) fornece energia elétrica para equipamentos que podem ser ligados ou desligados conforme a necessidade de acordo com a fase de vôo, tais como iluminação interior/exterior e o sistema de gestão do ar da cabine.
Para esses dois sistemas, a Hispano-Suiza está trabalhando com a Safran Electronics para as placas de circuito eletrônico, e com a Labinal (Safran) para a concepção e fabricação das caixas eletrônicas. Relativo à RAT, localizado no nariz da aeronave, ele é acionado em caso de uma falha elétrica e opera como uma turbina de vento, e foi listado no catálogo produtos da Safran, “mas fomos capazes de incorporá-lo graças à aquisição da Aerosource, que nos forneceu um produto off-the-shelf. Isto nos permitiu oferecer uma adaptada solução competitiva para a Embraer”, disse Jérôme Tourdiat, o gerente do programa KC-390 na Hispano-Suiza.
Agenda apertada
A única coisa que fez pender a balança a favor da Hispano-Suiza, além de sua capacidade de ajustar o projeto do sistema enquanto o programa evolui, foi a utilização de um banco de ensaio de integração capaz de simular todas as operações do equipamento. “Essa ferramenta nos permitirá testar o sistema completo de energia elétrica, que inclui a geração de energia, distribuição primária e secundária e o uso. A ferramenta será utilizada como parte dos testes de certificação que são normalmente realizados pelo fabricante da aeronave”, explicou Jérôme Tourdiat .
Este contrato representa um grande desafio para Hispano-Suiza, uma vez que envolve o aumento consideravelmente de conhecimentos e capacidades, respeitando um apertado cronograma. No início do ano, a empresa recrutou o pessoal com as habilidades necessárias para atender estas novas exigências. A revisão preliminar de projeto ocorreu em junho, que será seguido pela revisão detalhada prevista para o início do próximo ano, com a entrega do primeiro protótipo previsto para o final de 2013.
A força do Grupo Safran no programa KC-390
Outras empresas do Grupo Safran também estão trabalhando no KC-390: a Messier-Bugatti-Dowty foiselecionada para os freios e o trem de pouso e a Sagem para o sistema de compensação do controle do estabilizador horizontal, que permite que o piloto possa controlar o compensador do estabilizador horizontal de forma tão eficiente quanto possível, para manter a atitude da aeronave estável, além de minimizar as forças aerodinâmicas nos controles de voo do avião.
As três empresas e o Diretor de Programas da Safran para o Brasil se reunem uma vez por mês para discutir o seu trabalho com a Embraer. “Esses encontros nos permitem obter uma melhor compreensão das expectativas do cliente. Apesar da distância que nos separa, temos uma relação muito produtiva com o cliente. As discussões estão bastante abertas, portanto, podemos sempre encontrar um terreno comum, a fim de seguir em frente, encontrar soluções conjuntas e manter o cronograma no caminho certo.”
CRÉDITOS: CAVOK BRASIL

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