Embraer seleciona os motores PurePower da Pratt & Whitney para a segunda geração de E-Jets


Publicado em 09/01/2013 por  em Brasil, Comercial

Imagem conceitual da segunda geração de E-Jets da Embraer, equipado com o motor Pure Power da Pratt & Whitney. (Foto: Embraer)
Imagem conceitual da segunda geração de E-Jets da Embraer, equipado com o motor PurePower da Pratt & Whitney. (Foto: Embraer)
A Embraer anunciou hoje a seleção dos motores PurePower Turbofan da Pratt & Whitney para a futura segunda geração dos jatos comerciais E-Jets, que tem entrada em serviço prevista para 2018. A decisão é um marco importante para o programa, que deverá ter seu lançamento oficial este ano.
Os novos motores – PW1700G e PW1900G – têm uma faixa de empuxo de 15.000 a 22.000 libras cada. Juntamente com novas asas de aerodinâmica avançada, moderno sistema eletrônico integral de comandos de voo fly-by-wire, assim como outras evoluções de sistemas, resultarão em melhorias de dois dígitos no consumo de combustível, custos de manutenção, emissões e ruído externo das aeronaves.

Incidente com fogo num 787 da Japan Airlines reacende falta de segurança nas novas aeronaves Dreamliner da Boeing


Publicado em 09/01/2013 por  em Comercial, Incidentes

O Boeing 787 Dreamliner que teve problemas em Boston.
O Boeing 787 Dreamliner que teve problemas em Boston.
Um Boeing 787 Dreamliner da Japan Airlines que estava vazio e parado num gate no Aeroporto Internacional Boston Logan teve fogo na traseira na segunda-feira, dia 7 de janeiro, quando a bateria da unidade de potência auxiliar (APU) explodiu por volta das 10:30hs hora local. O incidente, ocorrido logo após os passageiros desembarcarem, reavivou as preocupações de segurança sobre o novo jato fabricado com materiais compostos e chamou a atenção dos investigadores federais.

AVIAÇÃO VIRTUAL: Estabilizados em voo de cruzeiro


Publicado em 07/12/2012 por  em Aviação Virtual

Um belo Boeing 707 nas cores da Varig, desenvolvido pela empresa Captain Sim para o FSX.
Hoje falaremos hoje sobre mais uma forma de ganhar dinheiro com a aviação virtual. No último artigo falamos com a visão do “empregado”agora falaremos sobre o “empregador”. Vamos apresentar hoje as empresas do setor de aviação virtual, que contratam milhares de pessoas em todo mundo.
Primeiramente, caso você tenha perdido algum artigo ou esteja sentindo-se perdido, veja antes nossos últimos artigos publicados para chegar ao “nível de cruzeiro”.
  1. Apresentando a aviação virtual
  2. Preparando para decolar
  3. Decolando e executando SID
Bom, agora que todos leram as três primeiras matérias, vamos continuar nosso voo. O MSFS foi desenhado pelo Estúdio Aces (Aces Studio) era um estúdio de jogos independente. Ele foi comprado pela Microsoft e produziu muitos títulos populares, como oMicrosoft Flight Simulator e CombatFlight Simulator. Devido ao orçamento em meio a crise e a cortes duríssimos, o estúdio Aces foi fechado em 2009, e ainda estão para ser reaberto, mas é improvável devido à Microsoft estar usando sua própria empresa, o Microsoft Game Studio, para desenvolver seus jogos. Em outubro de 2009, os membros do Estúdio Aces formaram um estúdio novo jogo chamado de Cascade Game Foundry para o desenvolvimento de jogos de simulação.  Com o seu último lançamento em 2006, o FSX, a Microsoft ganhou diversos prêmios com este simulador e um fato interessante é que o mercado brasileiro de simulação foi o primeiro a receber o lançamento, ou seja, foi feito aqui no Brasil antes dos demais países do mundo.

A Aviação Civil Brasileira "voa de dorso"




DIA 7 DE DEZEMBRO - DIA INTERNACIONAL DA AVIAÇÃO CIVIL

O voo cego da aviação civil brasileira prossegue. Um acidente grave é o que não precisamos nesse momento para confirmar que é péssima a qualidade técnica e administrativa do setor aéreo. Por certo, sequer sabem essas “autoridades” o que estão vendendo ou regulando. Não precisamos mesmo de um acidente para chegar a essa triste conclusão. Repetindo erros de um passado próximo, quando confundiram frotas de ônibus com frotas aéreas, ousaram modificar princípios vitais de segurança a seu favor, diminuindo as composições de tripulações, extinguindo determinados serviços e procedimentos de controle aéreo em espaços onde suas deficiências são gritantes, e criando “puxadinhos” nos aeroportos, como opção de acomodação quantitativa, quando os problemas maiores estão na operacionalidade dos aeródromos.
Um governo que não se define como sendo de direita ou de esquerda, que não sabe se cresce ou retrai, demonstra que está em voo invertido, pois quando se dispõe a ir para direita, acaba indo para a esquerda. Quando quer aumentar o crescimento econômico quase cai do Plano Cartesiano com um PIB risível. A única coisa que perceberam até agora, mas não sabem como se safar, é que, “quando puxa não cabra e quando empurra, não pica”.
Apesar de ser hoje o Dia Internacional da Aviação Civil, não há muito o que comemorar no Brasil.

Celso BigDog

Aeronave C-130 Hercules da FAB realiza pouso de emergência no Galeão


Publicado em 04/12/2012 por  em Brasil, Força Aérea Brasileira, Incidentes, Militar

Nessa terça-feira, dia 4 de dezembro, uma aeronave C-130H Hercules da Força Aérea Brasileira (FAB) apresentou um problema num dos motores durante um voo sobre o Rio de Janeiro, e a aeronave teve que retornar para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, onde realizou um pouso de emergência. Ninguém ficou ferido no incidente. O flagrante ocorreu quando o helicóptero GloboCop sobrevoava o aeroporto e escutou na fonia que o piloto estava declarando emergência.
A aeronave  a Base Aérea do Galeão, localizada junto ao aeroporto. A FAB ainda está investigando o ocorrido e ainda não forneceu maiores detalhes. A informação foi divulgada pelo portal de notícias G1.

Apresentação da Esquadrilha da Fumaça na Venezuela encanta o público


Publicado em 30/11/2012 por  em Brasil, Esquadrilha da Fumaça, Esquadrões de Demonstração, Força Aérea Brasileira, Militar

A Esquadrilha da Fumaça representou o Brasil e a Força Aérea Brasileira no evento de aniversário da Força Aérea da Venezuela. (Foto: EDA)
No dia 27 de novembro, aconteceu a cerimônia comemorativa do 92º aniversário da Aviação Militar Bolivariana e dos 20 anos da Rebelião Cívico Militar de 27 de novembro de 92. O evento ocorreu na Base Aérea El Libertador na cidade de Maracay, e a demonstração da Esquadrilha da Fumaça teve início às 14h, na presença de cerca de 20 mil pessoas. Saiba mais sobre o evento da Força Aérea da Venezuela aqui.

Instrutor da Academia da Força Aérea Brasileira atinge marca histórica de 5.000 horas de voo


Publicado em 30/11/2012 por  em Brasil, Força Aérea Brasileira, Militar

O Coronel-Aviador Maurício Lopes dos Santos atingiu a expressiva marca de 5.000 horas de voo de instrução nas aeronaves T-27 (acima) e T-25.
O Coronel-Aviador Maurício Lopes dos Santos tornou-se, na quinta-feira (29/11), o primeiro instrutor daAcademia da Força Aérea (AFA) a atingir 5 mil horas de voo em aeronave de instrução – T-25 Universal e T-27 Tucano.
O feito foi comemorado durante a Cerimônia de Entrega de Certificados e Prêmios aos Instrutores de Voo, aos Graduados Padrão da Divisão de Suprimento e Manutenção (T-25 e T-27) ao Controlador de Voo Padrão do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Pirassununga (DTCEA-YS) e ao Instrutor Padrão de Simulador de Voo do T-27. Na ocasião, também foram entregues certificados de qualificação operacional aos instrutores de voo e prêmios àqueles que atingiram as marcas significativas de 1.000, 2.000, 3.000 e 4.000 e a marca inédita de 5.000 de horas de voo em aeronaves de instrução.
A cerimônia tem a finalidade de reconhecer e valorizar a dedicação dos instrutores de voo na formação do oficial aviador; o empenho dos integrantes da Divisão de Suprimento e Manutenção na disponibilização das aeronaves necessárias para o cumprimento da instrução; a colaboração dos militares e civis do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo na coordenação da atividade aérea e a atuação dos instrutores do simulador de voo do T-27 no aprimoramento profissional dos cadetes aviadores e o reconhecimento ao trabalho desenvolvido em benefício da atividade aérea.
Fonte: AFA

Gol faz acordo com BOC Aviation para 8 aviões novos


Publicado em 01/12/2012 por  em Brasil, Comercial

Uma das aeronaves Boeing 737-800 da companhia aérea GOL. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
A BOC Aviation, a maior companhia de leasing de aviões da Ásia, anunciou hoje que assinou acordos para realizar operações de compra e “leaseback” (operação em que um proprietário vende um bem e em seguida faz o arrendamento) de oito novos aviões Boeing 737-800 para a companhia brasileira Gol.
O prazo de entrega vai do primeiro trimestre de 2013 ao terceiro trimestre de 2014, segundo comunicado da BOC Aviation.
“Estamos contentes com o desenvolvimento de nosso relacionamento com a BOC Aviation e apreciamos o apoio no financiamento de um número significativo [dos aviões] 737-800”, disse Edmar Prado Lopes Neto, executivo-financeiro da Gol.
O executivo da área comercial da BOC, Steven Townend, informou que nos últimos meses a BOC tem compromissos equivalentes a cerca de US$ 1,5 billhão em operações de novas compras e “leaseback”.
BOC Aviation pertence ao Bank of China, um dos maiores do mundo.
Fonte: Valor Econômico

Acompanhe uma missão de patrulha marítima com o Esquadrão Phoenix da FAB na Operação Atlântico


Publicado em 29/11/2012 por  em Brasil, Força Aérea Brasileira, Militar, Operações Militares,Vídeos

Um dos Esquadrões da FAB que mais atuaram na Operação Atlântico, o Phoenix, com sede na Base Aérea de Florianópolis, é responsável, no dia a dia, pelo patrulhamento do mar territorial na região Sul. Além disso, o Esquadrão também realiza missões de busca e salvamento em cooperação operacional com a Marinha.
A bordo do P-95 Bandeirulha do Esquadrão Phoenix da FAB. (Fotos: Sgt. Rezende / Agência Força Aérea)
A Agência Força Aérea registrou uma das missões a bordo da aeronave P-95 Bandeirante Patrulha, conhecido como Bandeirulha.
Fonte: Agência Força Aérea

Embraer dá início às obras do Centro de Pesquisa na Flórida


Publicado em 29/11/2012 por  em Brasil, Executiva

A Embraer já possui uma linha de montagem dos jatos Phenom 100 em Melbourne, Florida. (Foto: Rickey Rogers / Reuters)
A Embraer S.A. deu início às obras de seu novo Centro de Engenharia e Tecnologia nos EUA. As novas instalações de 6.224 m² (67 mil pés quadrados) devem ser inauguradas em meados de 2014 e vão abrigar os 200 funcionários que o Centro prevê empregar até o final de 2016.
“O desenvolvimento contínuo da Embraer na Flórida reflete nosso crescimento enquanto empresa global e nosso compromisso com o mercado americano”, disse Frederico Fleury Curado, Diretor-Presidente da Embraer.
Localizado em uma área de 52 mil m² (13 acres) no Aeroporto Internacional de Melbourne, o Centro de Engenharia e Tecnologia da Embraer nos EUA representa um investimento de US$ 26 milhões ao longo dos próximos cinco anos e faz parte da estratégia de longo prazo da empresa de estar mais perto de seus clientes e principais mercados.
“Nossa estratégia é ampliar globalmente o escopo e a profundidade de nossa capacidade de engenharia, visando permitir que a Embraer colha todos os benefícios de seus talentos de engenharia e recursos por todo o mundo”, disse Walter Pinto Jr, Diretor Administrativo.
No estado da arte, o Centro de Engenharia e Tecnologia nos EUA contará com sistemas de CAD 3D, Fluidodinâmica Computacional, Modelagem de Elementos Finitos, Centro de Realidade Virtual 3D, recursos para desenvolvimento de protótipos e laboratórios sofisticados, além de outros equipamentos de teste.
Anunciado em 2008, o complexo da Embraer em Melbourne inclui atualmente uma área de 7.432 m² (80 mil pés quadrados) para a montagem e pintura dos aviões Phenom 100 e Phenom 300, primeira unidade de fabricação de jatos na Flórida, inaugurada em fevereiro de 2011. O local também contempla um centro de atendimento ao cliente de 5.388 m² (58 mil pés quadrados), aberto em dezembro de 2011. Até o momento, a Embraer já investiu US$ 50 milhões em suas instalações em Melbourne e emprega 212 pessoas. Além disso, a empresa investiu mais de US$ 824 milhões nos Estados Unidos em instalações e infraestrutura entre 1979 e o final de 2011, prevendo-se que estes investimentos atinjam cerca de US$ 1 bilhão ao final de 2012.

Airbus aumenta ainda mais a capacidade das aeronaves A330


Publicado em 29/11/2012 por  em Comercial

A THAI Airways é uma das operadoras do Airbus A330-300 que poderá se beneficiar das novas melhorias nas aeronaves. (Foto: Airbus)
A Airbus melhorou ainda mais as aeronaves A330-300 e A330-200, proporcionando aos operadores, nas duas versões com uma capacidade de peso máximo de decolagem (MTOW) de 242 toneladas e, para a versão maior A330-300, uma opção de aumento da capacidade de combustível. Essas melhorias foram feitas acima da capacidade anunciada no início deste ano para uma aumentada capacidade MTOW para 240 toneladas, e estará disponível para as companhias aéreas em 2015.
A nova capacidade de peso de decolagem, combinada com o aumento da capacidade de combustível, permite que os operadores desses novos A330-300 possam transportar uma carga adicional em missões mais longas. No geral, o alcance com carga completa agora aumenta em cerca de 500 milhas náuticas acima dos A330-300 de 235 toneladas atuais, e cerca de 350 milhas náuticas sobre os A330-200 de 238 toneladas atuais.
O aumento da capacidade opcional de combustível do A330-300 será obtida pela ativação do tanque central da asa, pela primeira vez neste modelo. O tanque central e seus sistemas associados sempre estiveram presentes como padrão na versão de longo alcance – o A330-200. A capacidade adicional de combustível para o A330-300 permite que os operadores possam voar novas rotas de longa distância, como vôos diretos entre o Sudeste da Ásia e Europa. Por exemplo, permitirá vôos diretos no sentido oeste, como de Kuala Lumpur para Frankfurt ou Paris, com a capacidade de transportar carga adicional no voo de regresso para leste.
O chefe do programa A330, Patrick Piedrafita, comentou: “O A330 é um avião já altamente eficiente e confiável e buscamos como nosso dever maximizar seu desempenho ainda mais, junto com o aumento de alcance e carga útil.” Ele acrescentou: “Estamos atualmente entregando mais A330 por mês do que nunca, e isso deve continuar, especialmente tendo em conta as melhorias em andamento que estamos introduzindo na fuselagem, interior da cabine, e nos motores.”
A Família A330, que se estende por 250-300 assentos, e inclui versões cargueiras, VIP e de transporte militar/reabastecedor, já atraiu mais de 1.200 encomendas e cerca de 900 aeronaves estão voando no mundo inteiro.

ASAS ANTÁRTICAS: Operando com neve e lama


Publicado em 30/11/2012 por  em Asas Antárticas, Brasil, Força Aérea Brasileira, Militar

A bordo do C-130 Hercules da FAB, no solo Antártico. (Foto: Oswaldo Claro Jr. / Cavok)
Olá a todos. Na coluna de 15 de novembro, terminei de forma provocativa, chamando a atenção para o próximo tema: a operação aérea. Pois bem, apertem os cintos porque vai balançar um pouco. Prontos para decolar? Ok.
Quando retornei da minha primeira viagem a Antártica, em 2009, muitas pessoas ficaram surpresas ao descobrir que um avião pousava naquela região. A surpresa aumentava mais quando descobriam que, além de pousar, ainda havia o lançamento de carga, realizado a quinhentos pés (cerca de 150 metros) de altura. E, por fim, a estupefação culminava ao ver o avião que realizava aquilo tudo: o Hercules – com seus quatro motores, 35 toneladas (vazio) e 45 metros de envergadura. Aos olhos de um leigo, aquilo era um desafio à lógica e ao bom senso. Puro engano!
Tanto o equipamento quanto seu operador não poderiam ser mais bem escolhidos. As tripulações do 1o/1oGrupo de Transporte, único esquadrão da FAB a realizar missões em solo antártico, passam por um longo processo de treinamento. Apenas para se ter uma ideia, um piloto de C-130 leva, no mínimo, oito anos para poder ocupar um lugar atrás do manche daquela aeronave. Depois, são mais quatro anos de esquadrão até estar apto a sumeter-se à avaliação do conselho interno, que decidirá se o pretendente poderá integrar o quadro de tripulantes antárticos da unidade.
E quanto ao Hercules, bem, se você ainda não o conhece (o que, dúvido muito!), corra até o Google mais próximo, pois a aeronave dispensa apresentações.
A operação aérea antártica se resume a dois momentos: na base chilena Presidente Eduardo Frei Montalva, onde são realizados toques e arremetidas para treinamento das tripulações, bem como a transferência de pessoal da base brasileira; e o lançamento de carga sobre a estação Comandante Ferraz. Essa parte da missão começou em 1991, oito anos após o estabelecimento da nossa estação.
Qual a mais complexa e desafiadora? Vocês escolhem.
Os pousos em Frei são, na maior parte do ano, sobre uma camada de gelo em uma pista de 1.292 metros de extensão (o Santos Dumont possui 31 metros a mais). Nos meses de verão, a situação muda para lama, o que só piora o cenário. A meteorologia, determinante para qualquer atividade na região, já obrigou pilotos a voarem próximo a linha d´água devido a camada extremamente baixa, para conseguirem alinhar com a pista que, na verdade, fica pouco acima do nível do mar.
Os ventos são constantes, mas essa é a única informação imutável a seu respeito. Eles variam bastante tanto em intensidade quanto direção, fazendo com que um avião do porte do C-130 seja jogado para os lados sem nenhuma cerimônia. Durante a aterrisagem, os pilotos se utilizam de duas técnicas bem conhecidas entre eles: pouso de máximo esforço – para pistas curtas – ,e  potência assimétrica nos motores – permitindo melhor controle da aeronave quando operam em superfícies irregulares e escorregadias, exatamente o cenário na Antártica.
E se tudo aquilo não bastasse, ainda tem o problema da desorientação. Em uma região coberta por gelo e não raro nublada, cima e baixo podem parecer perigosamente iguais, restando aos tripulantes apenas as indicações dos instrumentos no painel do Hercules. Quando possível, uma referência externa é sempre bem vinda, como no caso da Igreja Ortodoxa da Trindade, na base russa de Bellingshausen, instalada no alto de uma elevação próxima a lateral esquerda da cabeceira 29 de Frei.
Vou me despedindo, mas as operações aéreas não terminam por aqui. Ainda tem os voos de lançamento de carga. E lembram-se que eu disse que ia balançar? Pois vai mesmo. Só para provocar mais um pouquinho, como de hábito, vou adiantar o que aconteceu no meu primeiro lançamento: gravidade zero. Isso mesmo, você leu certo. Em 15 de dezembro eu conto os detalhes. Até lá.
Conheça os bastidores do Asas Antárticas através de sua fanpage.
Oswaldo Claro Jr. é carioca nascido em Botafogo, mas torcedor do Flamengo, fotógrafo especializado em aviação militar, já tendo publicado trabalhos em livros como os dois esquadrões de Hercules da FAB – 1°/1° GT e 1° GTT – , unidades de helicópteros, caças, além de acompanhar profissionalmente desde 2007 a Esquadrilha da Fumaça, uma de suas grandes paixões. Sua fotografia, fortemente influenciada pelo linguagem cinematográfica, busca privilegiar o movimento, convidando o público a mergulhar na ação. Para conhecer mais sobre seu trabalho, visite sua página no Facebook.

Nota oficial da FAB sobre incidente com VANT Hermes 450 da Base Aérea de Santa Maria


Publicado em 30/11/2012 por  em Brasil, Força Aérea Brasileira, Incidentes, Militar, VANT - UAV

O VANT Hermes 450 do Esquadrão Horus, visto na Base Aérea de Santa Maria. (Foto: Daniel Ito Isaia)
Havíamos divulgado anteriormente que o jornal Vale do Aço, através do jornalista Cláudio Humberto, informou que um dos dois Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT) Hermes 450 da Força Aérea Brasileira(FAB) teria ficado completamente destruído após cair durante a decolagem da Base Aérea de Santa Maria (BASM), no Rio Grande do Sul. A FAB passou um e-mail para o Cavok Brasil informando que o divulgado por Cláudio Humberto não está correta, e que o VANT RQ-450 teve um problema no motor na decolagem, conseguindo retornar para pista, sofrendo pequenas avarias.
Ainda segundo a Nota Oficial da FAB, a aeronave fabricada em Israel, e que custa cerca de US$ 4,5 milhões, e operada pelo Esquadrão Hórus, na base em Santa Maria, passa tualmente por manutenção, mas não houve danos aos equipamentos eletrônicos a bordo. Os dois Hermes 450 foram adquiridos em setembro de 2010, através da Elbit Systems.
Segue a NOTA OFICIAL da FAB sobre o incidente:
Nota Oficial – Incidente com VANT
Ao contrário do publicado em alguns jornais, o Comando da Aeronáutica informa que não houve um acidente com perda total de um Veículo Aéreo Não-Tripulado (VANT) da Força Aérea Brasileira.
Na realidade, houve uma perda de potência do motor logo após a decolagem e o controlador, seguindo os procedimentos previstos no manual de operação, realizou o pouso da aeronave. Durante essa manobra, ocorreram algumas avarias estruturais.
O incidente ocorreu no dia 5 de novembro e a aeronave, modelo RQ-450, está em manutenção. Não houve nenhum dano aos equipamentos eletrônicos do VANT.
Vale salientar ainda que o segundo RQ-450 da FAB está em plenas condições operacionais e continua a realizar voos normalmente a partir da Base Aérea de Santa Maria (RS), sede do Esquadrão Hórus, o primeiro do país a operar aeronaves deste tipo.
Já o VANT baseado em São Miguel do Iguaçu (PR) é de propriedade da Polícia Federal.
Brasília, 30 de novembro de 2012
Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

"IMPECÁVEL" - Legacy 500 da Embraer realiza primeiro voo

Publicado em 27/11/2012 por  em Brasil, Executiva

Durante o primeiro voo, o jato executivo Legacy 500 realizou uma passagem na configuração limpa, com o trem de pouso recolhido. (Foto: Claudio Capucho / Embraer)
A Embraer voou hoje pela primeira vez o Legacy 500, marcando o início de uma nova geração de jatos executivos. O bem-sucedido primeiro voo do Legacy 500 é o marco inicial de seu programa de testes em voo. As primeiras entregas da aeronave estão previstas para o início de 2014.

O primeiro voo ocorreu em São José dos Campos, sede da Embraer. (Foto: Claudio Capucho / Embraer)
“Este jato extraordinário simboliza o futuro da aviação executiva e é fruto da inovação, talento e dedicação que fazem parte da cultura da Embraer”, disse Frederico Fleury Curado, Diretor-Presidente da Embraer.
A entrega do primeiro Legacy 500 deve ocorrer em 2014. (Foto: Claudio Capucho / Embraer)
“Esta é a aeronave que nos levará de importante competidor da indústria de jatos executivos para a liderança do mercado”, disse Ernest Edwards, Presidente da Embraer – Aviação Executiva. “O Legacy 500 quebra todos os paradigmas de jatos desta categoria ao oferecer o que nunca foi oferecido antes. É inestimável a importância do sistema eletrônico de voo fly-by-wire. Essa tecnologia é para a aviação executiva o que o GPS tem sido para a navegação. Isso garantirá maior segurança, precisão, eficiência e conforto para cada voo da aeronave.”
A aeronave recebeu uma saudação com jatos de água dos caminhões de bombeiros do aeroporto de São José dos Campos. (Foto: Claudio Capucho / Embraer)
Os pilotos de teste Mozart Louzada e Eduardo Camelier, acompanhados dos engenheiros de ensaios em voo Gustavo Monteiro Paixão e Alexandre Figueiredo, voaram o Legacy 500 por 1 hora e 45 minutos, executando ampla variedade de testes de sistemas e avaliando características de desempenho e dirigibilidade. Em razão da extensa utilização de simuladores e da campanha de testes em solo, a aeronave foi capaz de atingir um significativo envelope operacional logo em seu voo inaugural. Vários sistemas foram acionados, inclusive recolhimento do trem de pouso.
Um grande público, composto por funcionários da Embraer e convidados, esteve presente para ver o voo do Legacy 500. (Foto: Claudio Capucho / Embraer)
“A partir do momento em que você entra no cockpit, é possível afirmar que se trata claramente de uma nova e surpreendente geração de jatos executivos”, disse o comandante Louzada. “O voo foi um sucesso, exatamente como o previsto no plano. Foi impecável.” A cabine espaçosa tem um manche lateral de controle (sidestick) e o mais avançado sistema de aviônica disponível hoje no mercado.
Depois do voo as pessoas presentes puderam ver de perto da aeronave. (Foto: Claudio Capucho / Embraer)
O Legacy 500 é o que a indústria denomina de projeto “clean-sheet”, ou seja, desenvolvido do zero, sem utilizar desenhos de outras aeronaves.  Seu design é baseado em uma extensiva pesquisa de mercado realizada com operadores e clientes. “Nós ouvimos com entusiasmo e agimos com agressividade”, disse Marco Túlio Pellegrini, Vice-Presidente de Operações da Embraer – Aviação Executiva. “O Legacy 500 é realmente o produto que o mercado deseja e busca.”
Os tripulantes e engenheiros do projeto Legacy 500 receberam um banho de água após o voo. (Foto: Claudio Capucho / Embraer)
Primeiro jato executivo da categoria midsize a incorporar o sistema de controle eletrônico fly-by-wire, a aeronave tem uma cabine de 1,82 metro de altura e piso plano.“De longe, o Legacy 500 tem a maior cabine de toda a categoria, com o conforto e a tecnologia encontrados somente em aeronaves maiores e bem mais caras”, disse Pellegrini. “Ele elevará, sem dúvida, o padrão da indústria para projetos futuros em relação à tecnologia, desempenho, estilo e conforto.”
Juntamente com outras duas aeronaves, o Legacy 500 agora entra na fase de testes de voo. (Foto: Claudio Capucho / Embraer)
O Legacy 500 será seguido pelo quarto projeto clean-sheet da Embraer Aviação Executiva, o Legacy 450, da categoria midlight, que entrará em serviço um ano depois. “Projetos clean-sheet são parte do nosso DNA. Eles são a razão da nossa sensibilidade às necessidades dos clientes”, afirmou Pellegrini. Os bem-sucedidos jatos Phenom 100 e Phenom 300 também são projetos clean-sheet.
Dois modernos motores Honeywell HTF 7500E, de baixo consumo de combustível e capazes de produzir até 6.540 libras de força propulsora equipam o Legacy 500, bem como a aviônica Pro Line Fusion da Rockwell Collins com sistema de visão sintética.
 
Especificações do Legacy 500
 
Alcance (Reservas NBAA, 200nm de alternado, LRC, 4 passageiros)
5.556 km
High-Speed Cruise/Velocidade máxima de cruzeiro
Mach 0,82
TOFL @ MTOW, ISA, SL (Distância de decolagem)
1.402 km
Teto (Altitude máxima de operação)
13.716 km
Configuração dos assentos
2 + 8/12
Altura máxima da cabine
1,82 m
Largura máxima da cabine
2,08 m
Comprimento da cabine
8,17 m
Capacidade externa de bagagem
3,11 m³
Capacidade interna de bagagem
1,13 m³
Capacidade total de bagagem
4,24 m³

FONTE: CAVOK BRASIL